Harry Styles abre turnê no Brasil com show de artista no ápice do controle de pontos fortes e fracos

  • 18/07/2026
(Foto: Reprodução)
Harry Styles canta em show em São Paulo, em 2026 Cesar Soto/g1 No primeiro dos quatro shows que realiza em São Paulo em julho, Harry Styles entregou nesta sexta-feira (17) uma apresentação madura, groovada e dançante – e provou estar no ápice de um artista no controle de seus pontos fortes e, acima de tudo, fracos. O quarto disco de estúdio do britânico ex-One Direction, "Kiss all the time. Disco, occasionally", pode não ter sido o mais celebrado de sua carreira. Mas, como se provou no estádio do Morumbis para dezenas de milhares de fãs, ele sabe muito bem como tirar o máximo de suas músicas, que dominaram o repertório da noite. Inspirado por um tempo "low profile" que o músico passou pela Europa, frequentando festinhas e shows do ponto de vista da multidão, o álbum apresenta uma cantoria sempre processada, mergulhada em efeitos e dobras, raramente como a protagonista. Com versões mais groovadas, cruas e, principalmente, poderosas – graças à ótima banda de apoio – de canções como "Are you listening yet?" e "Season 2 weight loss", Harry abre mão de distorções e dá espaço à própria voz. Agora no g1 No processo, se conecta ainda mais com uma plateia que grita e canta durante as quase duas horas de espetáculo. A grande exceção é "Fine Line", do disco de mesmo nome. Balada mais lenta com interpretação muito próxima à do estúdio, seria momento ideal em qualquer outro show para uma queda de energia do público. Ao invés disso, um silêncio quase religioso toma o estádio, com todos os fãs em um coro meio sussurrado. Coisa linda. Depois de uma melhorada "American girls", que ganha muito com o acompanhamento dos fãs e com a oportunidade – meio óbvia, é verdade – de meter um "brazillian" em cima de um dos versos do refrão, ele sofre para entender o nome de uma aniversariante na plateia. Puxa então um "parabéns a você" para "Vanessa? Lanessa? Lanissa? Lalessa" e diverte a galera, que tentava avisar que provavelmente se trata de uma "Larissa". Com certeza, a moça não vai reclamar desse inevitável novo apelido. Harry Styles canta em show em São Paulo, em 2026 Cesar Soto/g1 Discoteca e emoção O cantor de 32 anos acerta também na ideia de concentrar mais shows em menos lugares na turnê "Together, together", o que permite uma estrutura mais elaborada. As passarelas que estendem o palco por quase toda a área da pista ajudam que todo mundo em algum momento veja Harry bem de perto – e ele faz ótimo proveito da ideia. Com a banda deslocada ali para a meiúca, o britânico transforma o Morumbis numa discoteca na sequência de "Ready, steady, go!" e "Dance no more". A segunda, com direito à única coreografia mais elaborada do cantor e suas dançarinas. Sem deixar a energia se dissipar, emenda "Treat people with kindness" em um dos pontos altos da apresentação. Depois da pausa rápida para o bis, leva grande parte das fãs aos prantos com uma versão emotiva de "Matilda" acompanhada de um grupo de cordas, no momento do show dedicado a músicas que não fazem parte do setlist fixo. É até covardia que a canção seja seguida por "Sign of the times", sucesso do disco de estreia mais tocada pelo artista em sua carreira solo. Com direito a fogos de artifício no final, é um dos momentos mais marcantes da noite. Para se despedir e garantir um retorno para casa com energia, após duas canções mais sentimentais, "As it was" bota todo mundo para dançar novamente. Um final certeiro para uma noite com poucos defeitos. Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2026/07/18/harry-styles-abre-turne-no-brasil-com-show-de-artista-no-apice-do-controle-de-pontos-fortes-e-fracos.ghtml


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